Dia foi instituído por lei federal em dezembro de 2007, e faz menção à morte de Gildásia dos Santos e Santos, conhecida como Mãe Gilda, fundadora do terreiro de candomblé Ilê Asé Abassá.
A intolerância Religiosa no Brasil, ainda é tratada como fato isolado, e que não representa a vontade da maioria, mais depois do aparecimento dos extremistas de direita no cenário nacional, os casos têm crescido e aparecem com frequência em todas as regiões do país.
A verdade é que quando se trata de intolerância religiosa o crime se torna assustadoramente por contar com as invasões, depredações, ameaças e violências de todos os adjetivos por parte de quem a pratica e pela tolerância de quem deveria repreender e não o faz. No dia 21 de janeiro, dia que marca a luta contra a intolerância Religiosa, trás a realidade dos fatos a importância desta data e o seu real valor na luta contra a intolerância religiosa no Brasil sofrida pelas casas de Matriz Africanas, e por isso vale destacar que mesmo tendo uma Lei Federal nº 11.635, de 2007, os casos segundo dados do Disque 100 do Governo Federal, tiveram um aumento de 80% registrando assim 2.124 violações de direitos humanos relacionadas à intolerância religiosa durante todo o ano de 2023.
Mesmo com a Constítuição Brasileira declarando o país laico em seu texto que diz, “artigo º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.
A pergunta ainda ecoa pelos nossos ouvidos; Por que ainda é tão difícil respeitar em nosso país o direito constituído?
O mais curioso em tudo isso é que de todos esses ataques, nenhum foi registrado contra templos evangélicos, igrejas católicas, templos Budistas, Sinagogas, Mosteiros ou Santuários Católicos, mais todos são a templos de Culto de Matriz Africana.
Uma das possíveis alegações contra o Culto de Matriz Africana, está ligada diretamente ao sacrifícios de animais em seus rituais com alegação que é coisa do diabo, mais se pegarmos o antigo Testamento os sacrifícios eram comuns no cristianismo como citado em Levítico 4:35; 5:10 – 35 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do cordeiro do sacrifício pacífico e a queimará sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do Senhor; assim o sacerdote fará por ele expiação do pecado que cometeu, e ele será perdoado. Mas temos ainda várias passagens que demostram a prática como em Gênesis 22:10-13, Gênesis 3:21 ou por fim Levítico 1:1-4.
Só por esse fato essa alegação cai por terra, mais a intolerância no Brasil está ligada diretamente ao preconceito, racismo e principalmente ao extremismo dos que chegam ao poder usando massas ideológicas ligadas as religiões pentecostais e discursos que pregam o medo.
E isso tem afetado muito a sociedade em todos os setores, evitado o crescimento sociocultural do país.
Muitos não entende mais a diversidade é chave que alavanca as sociedades e grandes civilizações.
Nos dias atuais acompanhamos um crescimento político evangélico, que assombra as cidades do país e promovem uma verdadeira inquisição contra a liberdade religiosa, cultural, e a castração da diversidade ideológica e de gêneros.
Em muitas cidades do sudeste brasileiro por exemplo, festas culturais ligadas a Santos Católicos, foram apagadas dos calendários comemorativos escolares, assim como a Lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que em seu texto é bem claro “Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro – Brasileira
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a l
