Créditos fotos: Marcos Vinicius de Souza
Estudos em afetividade entre corpos racializados é tema de intervenção artística no Complexo do Alemão
ME RETRATEM: Enquanto o distanciamento social é necessário, público poderá acompanhar o processo artístico pelas mídias sociais
Rio de Janeiro – Uma obra de arte desde os primórdios da história sempre apresentou uma conotação de privilégios, honra. E se passássemos a retratar indivíduos favelados, antes vistos sob uma situação imagética e de vulnerabilidade, agora como protagonistas? Esse é o trabalho de Miguel Afa, arte-educador em formação pela Escola de Belas Artes da UFRJ, cria do Complexo do Alemão/RJ, um artista que há mais de 20 anos tem como assinatura de suas obras dar um outro sentido à imagem desses indivíduos.
Grande parte da sociedade ainda deslegitima a existência favelada os associando , a criminalidade e a incapacidade intelectual, resumindo sua figura atrelada à marginalidade e violência.
Em seu mais novo trabalho, a intervenção artística ME RETRATEM, com produção de Carolina Lyds e Luana Carvas, não foi pensado em formato de exposição, e sim como um desdobramento da missão que vem desenvolvendo há duas décadas e que inspirou seus estudos sobre afetividade entre corpos negros e favelados.












