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Cinema negro são destaque no Cine Cultura

Cinema negro são destaque no Cine Cultura

Como as águas dos rios, que nascem como pequenas minas, ganham força e são capazes de criar correnteza, esculpir as rochas, fazer novos fluxos, fabular outros mundos, outros horizontes são que o cinema e o audiovisual tem sido uma miríade de possibilidades para cineastas negras e negros, de diversas regiões do país. Isso significa o desejo de se ver na tela e além das imagens existentes, de construir representações plurais, de materializar sonhos e afetos.

Buscando apresentar um breve panorama dessa produção premiada em festivais nacionais e internacionais, é que nessa quarta-feira, dia 26 de outubro, será realizada a Mostra Cinema Negro Brasileiro, no Cine Cultura (Praça Cívica, em Goiânia/GO). Com curadoria de Ceiça Ferreira (professora do curso de Cinema e Audiovisual da UEG e coordenadora do Cineclube Maria Grampinho, projeto do Sertão Negro Ateliê e Escola de Artes), a mostra é gratuita e tem sessões às 16, 18 e 20 horas, nas quais serão exibidas onze produções. 

Os curtas Manhãs de Domingo (Bruno Ribeiro, 2022), premiado no Festival de Berlim deste ano e Filhas de Lavadeiras, de Edileusa Penha de Souza (DF, 2019), vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2021 são alguns dos destaques. Mais duas outras produções da Região Centro-Oeste e dirigidas por mulheres, A velhice ilumina o vento, de Juliana Segóvia (MT, 2022) e Me farei ouvir, de Bianca Novais e Flora Egécia (DF, 2022), terão estreia em Goiânia durante a mostra. Para finalizar, às 20 horas haverá a exibição do curta Pode me Chamar de Nadí (2009) e do longa Cabeça de Nêgo (2020), do cineasta cearense Déo Cardoso.

Essa mostra abre a programação do evento Narrativas do Possível, que contempla a exibição de filmes, rodas de conversa e lançamento de livros, atividades gratuitas que será̃o realizadas de outubro a dezembro em diferentes espaços, como o Cine Cultura, o Sertão Negro e o Cine UFG.

Trata-se de uma realização do Cineclube Maria Grampinho/Sertão Negro e do Pindoba (Grupo de Pesquisa em Narrativas da Diferença /UFG), com o apoio do Curso de Cinema e Audiovisual da UEG, do Cine Cultura, da PROEC (Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFG), do Cine UFG, do LaGENTE (Laboratório de Estudos de Gênero, Étnico-Raciais e Espacialidades), do Coletivo Rosa Parks, da Gira Leodegária de Jesus e do LPEQI (Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão).

 

Programação completa

26/10 | Cine Cultura (Praça Cívica)

              SESSÃO 1- 16 HORAS

Minha existência é resistência  (Cecília Araújo/TJGO, 20 min, 2022)

Me farei ouvir (Bianca Novais e Flora Egécia, DF, 30 min, 2022)

A velhice ilumina o vento (Juliana Segóvia, MT, 20 min, 2022)

           SESSÃO 2 -18 HORAS

Manhã de domingo (Bruno Ribeiro, 25 min, RJ, 2022)

Filhas de lavadeiras (Edileuza Penha de Souza, DF, 22 min, 2019)

Time de dois (André Santos, RN, 11 min, 2020)

Utopia (Rayane Penha, AP, 15 min, 2021) [16 anos]

Minha história é outra (Mariana Campos, RJ, 22 min, 2019) [16 anos]

Pattaki (Everlane Moraes, 21 min, BA, 2019)

              SESSÃO 3- 20 HORAS

Pode me chamar de Nadí (Déo Cardoso, CE, 19 min, 2009)

Cabeça de nêgo (Déo Cardoso, CE, 85 min, 2020) [14 anos]

 

Serviço:

Mostra Cinema Negro Brasileiro

26/10 | Sessões às 16, 18 e 20 horas | Cine Cultura (Praça Cívica, Goiânia/GO| Entrada gratuita

Contato: Ceiça Ferreira (62 99848-2122)

Mais info: @sertao_negro e @pindobeiras

 

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