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Enxaqueca e Estilo de Vida

Evitar gatilhos e qualidade de vida pode prevenir a enxaqueca

As dores de cabeça (cefaleia) são a segunda causa de incapacidade no mundo.  Frequentemente, grave embora não seja fatal, a enxaqueca é uma das principais causas de limitação das pessoas. 

Segundo estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, 15,2% da população no país sofre de enxaqueca, 13% sofre de cefaléia tensional e 6,9% de cefaléia crônica diária.  A doença afeta as pessoas de diferentes formas, assim como os gatilhos, a gravidade, os sintomas e a frequência.  Enquanto algumas pessoas sofrem algumas vezes na semana, outras  têm esporadicamente; pessoas entre 18 e 44 anos de idade estão mais propensas a ter enxaqueca mas, a doença pode surgir em qualquer idade, inclusive na infância. 

  De acordo com especialistas, a enxaqueca pode ocorrer devido a mudanças no cérebro que afetam a maneira como os nervos se comunicam, o equilíbrio de substâncias químicas e os vasos sanguíneos. Um estudo demonstrou ainda que a enxaqueca pode ser hereditária;  quando um dos pais têm a doença as chances da criança desenvolver a enxaqueca é de 40% já nas crianças em que os dois pais sofrem com a doença as chances chegam a 75%. 

Geralmente, a enxaqueca surge na infância ou adolescência seguindo vários cursos podendo entrar em remissão após alguns anos ou acontecer em ciclos de atividades de dor de cabeça variável por anos.  Pessoas com depressão, transtorno bipolar, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, bexiga hiperativa, transtornos do sono, transtorno obsessivo-compulsivo e com ansiedade têm maior risco de ter a doença. 

Horários regulares para as refeições, higiene do sono, exercícios físicos regulares, o gerenciamento dos gatilhos e, um estilo de vida saudável pode controlar o surgimento da enxaqueca.  Uma dieta baixa em teor de lipídios afetou consideravelmente o número e a gravidade das crises em um grupo de 83 pacientes, segundo especialistas. Em outro estudo observou-se que uma dieta com baixo índice glicêmico foi eficaz e confiável na redução das crises de enxaqueca.

Um terceiro estudo realizado com 42 adultos que sofrem de enxaqueca, revelou que a adoção de uma dieta à base de plantas com baixo teor de gordura foi associada à redução da dor, conforme relato de pacientes.  Baseados nesses estudos, ficou evidente, que uma alimentação integral, rica em frutas, verduras, grãos integrais, legumes, nozes e sementes e o baixo consumo de alimentos refinados e gorduras de origem animal, laticínios e óleos refinados é benéfica para a prevenção da enxaqueca.   A prática regular de exercícios físicos, inclusive os aeróbicos, também se mostrou benéfica no combate à enxaqueca, segundo especialistas. 

A cafeína pode ser um importante gatilho ao transformar a enxaqueca periódica em dores de cabeça mais frequentes ou menos crônicas porque desenvolve a tolerância ou a dependência  física na pessoa.  Neste caso, não é o uso da cafeína que provoca a enxaqueca mas a falta dela no organismo.   Em pacientes propensos a dores de cabeça, o consumo regular de apenas 2 xícaras de café é suficiente para seu surgimento.

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