Com poética direcionada sobre estudos em afetividade entre corpos racializados, Miguel Afa pinta mural na Vila Cruzeiro

0 0
Read Time1 Minute, 57 Second

Créditos fotos: Marcos Vinicius de Souza

 Estudos em afetividade entre corpos racializados é tema de intervenção artística no Complexo do Alemão

ME RETRATEM: Enquanto o distanciamento social é necessário, público poderá acompanhar o processo artístico pelas mídias sociais

Rio de Janeiro – Uma obra de arte desde os primórdios da história sempre apresentou uma conotação de privilégios, honra. E se passássemos a retratar indivíduos favelados, antes vistos sob uma situação imagética e de vulnerabilidade, agora como protagonistas? Esse é o trabalho de Miguel Afa, arte-educador em formação pela Escola de Belas Artes da UFRJ, cria do Complexo do Alemão/RJ, um artista que há mais de 20 anos tem como assinatura de suas obras dar um outro sentido à imagem desses indivíduos.

Grande parte da sociedade ainda deslegitima a existência  favelada os associando , a criminalidade e a incapacidade intelectual, resumindo sua figura atrelada à marginalidade e violência.

Em seu mais novo trabalho, a intervenção artística ME RETRATEM, com produção de Carolina Lyds e Luana Carvas,   não foi pensado em formato de exposição, e sim como um desdobramento da missão que vem desenvolvendo há duas décadas e que inspirou seus estudos sobre afetividade entre corpos negros e favelados. 


























Créditos fotos: Marcos Vinicius de Souza

“Nesse mural específico, ainda fazendo um desdobramento sobre esse olhar nas relações afetivas farei uma homenagem póstuma ao José Carlos, também conhecido como Zeco, que foi meu aluno há pouco mais de 10 anos. E por complicações de saúde veio a falecer em 2019”, relata Afa.

A obra será pintada no muro de uma escola no Complexo do Alemão, sempre preferência de ambiente pelo artista. Por ser um local de compartilhamento de conhecimento, cotidiano para crianças e adolescentes. Um espaço ideal para intervir estética e artisticamente, provocando a desconstrução dos estigmas relacionados aos aspectos negativos da vivência na favela.

“Eu tento abordar as questões não objetivas, o contraponto da visão pré-estabelecida sobre nós, pretos e favelados. Abordo as relações afetivas, saberes locais e como intuitivamente cuidamos um do outro, seja no aspecto emocional ou físico”, resume Afa.

A agenda acontece de 12 de fevereiro a 31 de março e haverá cobertura completa nas mídias sociais, pelo Instagram  @meretratem, além de um filme que integra a obra. Esta programação está sendo realizada com recursos da Lei Aldir Blanc do Estado do Rio de Janeiro (@cultura_rio).

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Average Rating

5 Star
0%
4 Star
0%
3 Star
0%
2 Star
0%
1 Star
0%

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *