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SAÚDE & BEM ESTAR

Mãe amamentando seu filho

Pesquisa mostra que brasileiras estão amamentando por mais tempo

As brasileiras estão amamentando por mais tempo e com mais qualidade, foi o que apontou dados preliminares do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Anani 2019). De acordo com o estudo, o aleitamento materno exclusivo em menores de seis meses, saltou  de 2,99% em 1986 para 45,7% em 2019. Entre os menores de quatro meses, ao longo de 34 anos, a porcentagem foi de 4,7% para 60% de crianças que só se alimentaram do leite materno.  O estudo que apontou também algumas falhas a serem corrigidas para consolidar a prática da amamentação  é coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ), em conjunto com a Fiocruz, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e parcerias com dezenas de universidades e instituições públicas de todo o país.  O questionário dividido em três segmentos avaliou 14.584 crianças com menos de cinco anos de idade entre fevereiro de 2019 e março de 2020.  Mesmo com resultados iniciais, o estudo apontou um aumento considerável quando comparado a Pesquisa Nacional de Demografia em Saúde (PNDS) de anos anteriores. 

De acordo com Cristiano Boccolini, da Coordenação de Consumo Alimentar e Aleitamento Materno do estudo, avanços nos bancos de leite Humano e a ampliação da licença maternidade de quatro para seis meses em todas as empresas do Programa Empresa- Cidadã são alguns dos motivos para este aumento.  

A Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactantes, Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL), que regulamenta o marketing de produtos e alimentos para lactantes e crianças menores de três anos, também contribuiu, assim como a conscientização e sensibilização da população através da Semana Mundial de Aleitamento Materno realizada nos meses de agosto. 

Ainda segundo Cristiano, a sociedade brasileira apoia a amamentação, endossa o aleitamento materno cotidiano mas, culturalmente, limita a prática até um certo período do desenvolvimento infantil; como quando a criança começa a andar e falar. Cristiano lembra ainda a questão da amamentação em público.

 “Era aceito, assimilado e compreendido como uma prática normal; de uma ou duas décadas para cá, tornou-se questão de moralismo, assédio moral e até mesmo de assédio sexual”. O coordenador ressalta que é preciso valorizar o aleitamento materno continuado até dois anos ou mais, pois, as crianças serão beneficiadas no crescimento e desenvolvimento, ganho imunológico, além da prevenção de doenças infecciosas, respiratórias e intestinais.   

Saúde & Bem Estar – Ana Paula Mendes

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Ana Paula Mendes

Ana Paula Mendes é Jornalista e Fotografa Profissional
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