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Saúde do Negro – Ministério da Saúde reforça cuidados com a saúde da população negra

Na terça-feira, 27 de Outubro, aconteceu o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, o Ministério da Saúde, reforça os caminhos para a promoção da igualdade no Sistema Único de Saúde (SUS) através da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. 

Criadas há 11 anos, as diretrizes têm como objetivo nortear os profissionais de saúde sobre  a assistência correta às principais doenças que acometem os negros e firma um compromisso no combate às desigualdades no serviço público de saúde. 

Elaborada em 2009 e aperfeiçoada em 2014, a normativa orienta profissionais e gestores de saúde sobre as doenças genéticas e hereditárias mais comuns entre esta população. Como é o caso da anemia falciforme, diabetes mellitus (tipo II), hipertensão arterial e deficiência de glicose -6 fosfato desidrogenase, que resulta na destruição dos glóbulos vermelhos responsável pela anemia hemolítica.  Além disto, o documento reforça as responsabilidades de cada uma das esferas do SUS; federal, estadual e municipal no que diz respeito à concretização destas práticas para garantir à população negra acesso humanizado aos serviços de saúde.

Para o coordenador de Garantia da Equidade do MS, Marcus Vinicius Barbosa Peixinho, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, está fundamentada nos princípios constitucionais da cidadania, da dignidade da pessoa humana, do repúdio ao racismo e da igualdade, bem como no princípio de promover o bem estar de todas as pessoas.

Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2019, apontou que 24,9% dos adultos negros informaram ter hipertensão arterial; deste percentual,  85,5% dizem fazer tratamento médico; 7,6% dos adultos negros têm diabetes dos quais 88,4% fazem tratamento médico. O estudo mostrou ainda que 56,5% dos adultos desta população estão com excesso de peso (57,3% homens e 55,8% mulheres).

Um dado surpreendente apontado pela pesquisa é que a população negra tem uma tendência a mudanças de hábitos e de estilo de vida, contribuindo desta forma para a prevenção de doenças como a diabetes. Outro dado importante revelado na pesquisa é que o número de fumantes negros caiu de 13,4% em 2011, para 9,2% em 2018 e houve um aumento na prática constante de atividades físicas.

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