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Ciberataques a lives negras

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Imprensa Preta Denúncia – Ciberataques a lives negras

Ação de grupos extremistas se espalham na rede e chega até a Região Metropolitana de Campinas

A Região Metropolitana de Campinas já começa a sentir os efeitos dos grandes centros urbanos e pode piorar com a proximidade das eleições 2020 , os ciberataques que até pouco tempo tinham como alvos grandes corporações para roubo de dados e invasão de contas bancárias, ou que  apenas acontecia nos filmes, teve recentemente um triste episódio só que ao contrário os ataques foram direcionados à lives realizadas por institutos e coletivos intelectuais que sofreram agressões racistas durante programação aberta quando era abordado os temas , Conhecimento Acadêmico e periferia  e Necro Política. O fato aconteceu há cerca de um mês atrás e só agora foi divulgado pelas vítimas que contaram ao Imprensa Preta como agem o grupo ciberterrorista , segundo uma das vítimas que não quis se identificar , o evento  sobre  Necropolítica  brasileira,  com  a professora Suze Piza da UFABC,(Universidade Federal do ABC) , havia começado como previsto quando o  ataque começou com alguns participantes atrapalhando as falas da professora, em seguida compartilharam a tela e começaram a  reproduzir vídeos e sons obscenos, ofendendo diretamente a convidada. Depois de um tempo, o Instituto realizou  outro evento sobre Conhecimento Acadêmico e Periferia com alguns alunos universitários , quando novamente as agressões começaram só que desta vez com mais força do que na primeira , usando de palavrões , vídeos pornográficos , o mediador tentou até dialogar mais em vão. O quadro produzido pelo Instituto o Analética em Prosa  que estava começando , teve seu número de participantes diminuído. Não pela falta de interesse sobre os temas, mas porque o instituto teve que fazer o evento com  pré-inscrição, isso fez com que, de certa forma, o evento ficasse menos atrativo. Recentemente o seminário interno de Economia Política  Mundial da UFABC,(Universidade Federal do ABC)  acabou sendo invadido por um grupo que, além de cenas de pornografia e música alta, projetou imagens apologéticas ao nazismo, inviabilizando a atividade. Não  por acaso, que se tratava do lançamento do livro do professor Muryatan Barbosa, chamado “A razão africana: breve história do pensamento africano contemporâneo”. O comentário do livro seria do professor Flavio Francisco. Segundo Maria Caramez Carlotto Professora Doutora , Coordenadora  da Universidade Federal do ABC (UFABC) ,Bacharelado de Ciências e Humanidades, Bacharelado de Relações Internacionais e  Pós-graduação em Economia Política Mundial

Foi uma sensação horrível, porque o objetivo explícito era calar o debate. Isso é de uma violência atroz. Mas nossa resposta será mais debate. Vamos reagendar o lançamento e fazer um seminário especial para refletir sobre como interpretar essa nova prática e combatê-la.

Além de muitas cenas de pornografia e muita música alta, também projetaram o vídeo de uma marcha nazista sobre Berlim. Apesar de eu, como coordenadora da atividade, ter tentado excluir essas pessoas da sala, eles conseguiram assumir o controle da atividade e inviabilizaram a sua continuidade com música alta, projeção de imagens e acesso aos microfones. 

Eu, como coordenadora desses seminários neste quadrimestre, usei sempre o meu login UFABC para criar a sala e autorizar a entrada dos convidados, mas ressalto que, hoje, perdi o controle da reunião. Inclusive, a gravação da mesma foi interrompida, sem que eu autorizasse, logo depois da invasão, que pode, porém, ser claramente identificada no vídeo que está no meu Google Drive associado ao login da UFABC. 

Como coordenadora dos Seminários Internos de Economia Política Mundial, considero fundamental que a reitoria e, em particular, a pró-reitoria de pós-graduação da UFABC sejam imediatamente comunicadas. Como sabemos, a prática de invadir atividades acadêmicas com o objetivo de obstruir o debate  está se tornando comum no país. Como sabemos, também, os alvos prioritários são atividades de ciências humanas e sociais, em particular quando estas envolvem a temática de gênero, desigualdades econômicas e sociais e, sobretudo, questões raciais. Segundo relatos que têm se multiplicado, além de cenas de pornografia, costumam ser projetadas imagens que sugerem apologia ao nazismo e outros regimes totalitários de extrema-direita. Na nossa atividade, até onde conseguimos identificar, foi mobilizado todo esse repertório. 

Na minha opinião, o que está em jogo não é uma brincadeira. Mas uma ação sistemática e orquestrada para impedir o debate acadêmico de terminadas temáticas, cercear a nossa autonomia e descredibilizar as ciências, em especial as humanas e sociais. É parte do caldo cultural obscurantista e negacionistas que escolheu a educação e a ciência como alvos prioritários. Nossa resposta institucional, nesse contexto, deve ser firme, contundente e imediata “, finaliza Maria Caramez Carlotto. 

O Analetica instituto de educação e cultura em repúdio publicou nota dizendo ; 

A todxs que estiveram presentes ao evento Analetica em prosa – Necropolitica brasileira – com Suze Piza. Nós da Analetica instituto de educação e cultura repudiamos  com veemência a degradação do início do evento com a professora Suze Piza, ocorrido no dia 07/08/2020 às 17:00. No início do evento organizado pela Analética muitas pessoas desconhecidas entraram no link disponibilizado em diversos meios de comunicação a fim de divulgarmos o evento, para degradar tanto a professora, quanto todxs que ali estavam presentes. Afirmamos que não temos conhecimento de onde possa vir esse grupo de pessoas, mas que iremos afinar algumas estratégias para que não ocorra novamente. Nós da comunidade Analética nos preocupamos com as pessoas que ali estavam presentes e deixamos essa nota de repúdio a este ato que está ocorrendo em muitas reuniões online, como uma forma de nos solidarizarmos com cada um de vocês! Não compactuamos com nenhum tipo de preconceito e estamos dispostos a ouvir todos e todas que queiram nos ajudar a elaborar novas maneiras seguras para construirmos nossos próximos eventos!

Atenciosamente, assinam Hugo Allan Matos,Barbara Marques Merlin,Hevelyn Sabrina Silva Santos, Marcela Carvalho ,Leonardo Prates

Perguntado se o Instituto havia procurado as autoridades policiais  , por meio de seus representantes, foi informado que a instituição está tomando as devidas providências , a reportagem da Imprensa Preta tentou contato com a Coordenadora e Professora Maria Caramez Carlotto , mas até o fechamento da matéria não foi possível.

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