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Primeiro dia

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No dia que chego aqui, poderia utilizar de seu tempo para contar sobre a satisfação em adentrar tão seleta discussão. Acredito que essa questão esteja implícita, pois a humanidade se vê pressionada à reconstrução ou a ser enfadonha no século em que se esperava o seu ápice. Ainda não decidimos.

Poderia listar minhas pretensões e direcionamentos daquilo que pretendo trazer como contribuição, mas vou utilizar do espaço e tempo para um desabafo ainda abafado, pois espero que ele ganhe força, brado e seja ressonante ao longo da jornada aqui. Que seja útil minha estada e lá vamos dar o primeiro passo para sair do lugar. 

Escrever para Imprensa Preta é me sentir motivado a debater uma sociedade que tem punido, ferozmente, quem busca desafiar o status quo.

Não me desafiei a expor essa manifestação, pois seria contraditório comigo mesmo. Não estava alheio aos fatos, mas estava a me sentir alguém que profere um discurso em plena rua 25 de Março às vésperas do Natal. Então, me vi motivado pelo convite, pois esse veio para dizer a forma de falar e ser ouvido nos dias de hoje. Quer ser ouvido, seja coletivo. O sucesso individual é para influenciadores. Assim como no passado, agir pelo coletivo é ser o formador, que pode ser de opinião, frente de embate, de luta, de transformação.

O Mundo parece induzir e exigir que fiquemos ao redor de temas pautados pela e para a massa, daí, quando do despertar do transe bucólico e sufocador do volume exagerado de informações, parecemos o personagem do Platão, saímos de uma caverna e vemos uma nova realidade. Nesse momento do sair da escuridão, sentimos a cegueira da luz excessiva. Em seguida, involuntariamente, nosso músculo ocular ajusta tudo e os olhos passam a ver nova realidade. Alguns podem pensar, é neste instante que surge uma nova pessoa, uma nova consciência é formada, uma vida transformada. A realidade não reflete dessa forma. Infelizmente, há um retornar à caverna. É mais cômodo, calmo, seguro e já sei como é. Se alguém for lá fora, que me conte como é e, isso, pouco me interessa.

Passo a fazer parte da história da Imprensa Preta no momento em que mais preciso dela. Estou na porta da caverna, ainda cego pela luz. Estou motivado a correr para dentro, mas algo diz que devo sair. Espero que muitos estejam nesse mesmo momento, ou seja, precisando dizer ao Mundo o que é está posto, quais os lugares de fala, quais os sujeitos de fala, quais os personagens da fala, quais as transformações da fala, quais as ações para sermos ainda humanidade. Sem esquecer que de nada valerá que salvemos a nós sem salvarmos a Casa Comum, o Planeta Terra. Sigamos nossa viagem. Embarcados em nossa casa e motivados pela Imprensa Preta. Sigamos motivados.    

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Celso José Oliveira

Jornalista, Mestre em Ciência da Comunicação, Professor, Assessor de Imprensa e Agrofloresteiro.
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