13 de junho de 2021

Imprensa preta

Comunicação Diversidade e Informação

Jornada em Defesa do Direito à História da Gente Negra 16 Horas de Conteúdo sobre a População Negra no Brasil e na África e na Diáspora

A luta pela liberdade acompanhou todo o período da escravidão. As fugas, a formação dos quilombos e a rebeliões expressam algumas das múltiplas formas da resistência negra.

No entanto, no final dos anos 1860, o Brasil encontrava-se isolado no panorama internacional como nação escravista. A saída  conservadora materializou-se pela  tentativa da abolição gradual por meio da Lei   do Ventre Livre (1871)  e  da Lei dos Sexagenários ( 1885).  Com efeito, a partir de 1880, o movimento abolicionista adquire forma, recrutando diversos grupos sociais  de tendências igualmente diversificadas. Assim, quando o movimento pela abolição ganhou destaque no meio parlamentar, na imprensa e nas classes médias urbanas, a resistência escrava, especialmente as fugas, antes consideradas crimes, passou a ter  legitimidade.  Sobre esse contexto,  nunca é excessivo lembrar que negros e negras lutavam pela liberdade muito antes da ação dos abolicionistas. 

Por isso, não podemos reduzir o processo de abolição,  seja  pela celebração de  uma princesa redentora, seja pela  ação isolada de ilustres abolicionistas dos centros urbanos. Ainda que reconheçamos a ação central de personagens,  como por exemplo  Luiz Gama, jurista negro e ex-escravizado que defendeu  um modelo de abolição que se responsabiliza- se com os destinos da população liberta após a abolição.

 Ademais, havia uma rede abolicionista mais próxima do mundo das senzalas. Desse modo, o 13 de maio é uma data que nós da rede de historiadorxs negrxs aproveitamos para rememorar a luta coletiva negra pela liberdade, bem como denunciar os efeitos do modelo abolicionista vencedor que negou cidadania para população negra recém liberta, cujos efeitos ainda se fazem no presente. 

Nos vemos no perfil do

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