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Feminismo Negro versus Mulherismo Africana ,

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Capítulo – 1 – Provocações , Duas teorias um só Caminho

Cleonora Hudson

Feminismo Negro e Mulherismo Africana são duas teorias que se cruzam mais não se chocam, por isso o título que sugere um embate entre as duas posições na realidade não existe, pois as duas convergem em um só caminho, o da potencialização da mulher africana e da diáspora, por isso é de grande importância que sejam debatidas.
Parece soar estranho quando falamos Mulherismo Africana, mas Africana é a forma feminina do Latim Africanos, ou Da África, e aparenta ser preferida pelo movimento em vez de Africano.
O Mulherismo Africana é um termo cunhado pela afro – americana Cleonora Hudson – Weems no final da década de 1980 mais precisamente em 1987. Nascida em 23 de julho de 1945 atualmente é professora ,Dra e Ph.d. no Departamento de inglês na Universidade do Missouri – Columbia, pretendido como uma teoria que se aplica a todas as mulheres afrodescendentes,baseia-se na cultura africana e no afro centrismo e concentra-se nas experiências, lutas, necessidades e desejos das mulheres da diáspora africana.
É preciso em primeiro lugar conhecer, qual era o papel da mulher na sociedade Africana antiga e quando falamos desse modo estamos dizendo em seu período pré-colonial de  desenvolvimento, logo entendemos que se trata do Matriarcado (Sociedade matriarcal é uma forma de sociedade na qual o papel de liderança e poder é exercido pela mulher e especialmente
pelas mães de uma comunidade).A etimologia de matriarca deriva do grego mater ou mãe e archein (arca) ou reinar, governar. Nosso objetivo então é reconhecer fatores sociais, políticos, econômicos e culturais presentes nas sociedades africanas na antiguidade que contribuíram para sua forma de organização matriarcal e que conferiam um elevado status social e político às mulheres e ao papel por elas exercido nestas sociedades.
Cheikh Anta Diop, historiador, antropólogo, físico e político senegalês que estudou as origens da raça humana e a cultura africana pré colonial, embora às vezes Diop seja referido como afrocêntrico, ele antecede o conceito e portanto, não era um intelectual afrocêntrico em sua obra “The cultural unity of Black  África(A unidade cultural da África Negra)– the domains of patriarchy and of matriarchy in classical antiquity”(os domínios do patriarcado e do matriarcado na antiguidade clássica) de (1989),considera que o continente africano, foi um dos berços de desenvolvimento da organização matriarcal sendo o patriarcado introduzido apenas com a penetração do islamismo no continente. Mesmo assim, Diop defende que este, no entanto, não penetrou profundamente na base do sistema matriarcal.

Cheikh Anta Diop

Podemos dizer então de maneira simplesque no Mulherismo Africana a Mulher é Matri Gestora, diferente da mulher ocidental ser Matri Gestora significa mulheres que gestam a potência de seu povo, portanto no Mulherismo Africana a mulher não precisa gerir vidas, mais sim potencializar gestando vidas.

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